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10 mitos sobre a meditação

10 mitos sobre a meditação

Por Julia Zayas da Equipe Eu Sem Fronteiras.

30 de outubro de 2020. 



 
 
 
 
Apesar de muito polêmica, a meditação é um tema que envolve muitos mitos e verdades. O ato de meditar pode ser entendido de diversas maneiras como uma prática religiosa, como um simples momento de concentração, ou associada à figura “zen”. Diferentes são os entendimentos e interpretações, entretanto, seu caráter de busca para a plenitude e calma é inegável. Seguem alguns mitos relacionados à meditação:
 
1. Meditação é coisa de gente mais velha
 
Nada disso. A prática não tem limite de idade. Buscando sempre boas vibrações e colocar as energias em equilíbrio, meditar é benéfico para qualquer idade.
 
2. Concentração é o caminho
 
Na realidade, concentração é o resultado. Para que a meditação seja efetiva, não é necessário se concentrar, mas sim se desconcentrar, ou seja, deixar a mente livre de quaisquer outras preocupações.
 
A concentração em si surge como um resultado da prática. Devido ao maior alcance e controle da mente, o praticante tem mais noção e capacidade de focar na atividade que exerce, sendo sim se torna mais concentrado.
 
3. Devo ser budista para meditar
 
A meditação não está fixamente atrelada à nenhuma religião. Apesar de muito ligada aos preceitos budistas, por sua origem oriental, meditar pode ser feito por qualquer um, de qualquer religião. O objetivo é buscar paz interior e autoconhecimento independentemente da fé que se tenha.
 
4. Rotina de meditação
 
Não é necessário ter dia e horário fixos para praticar a meditação. Diferentemente do exercício físico que pode ter maiores efeitos quando associado à uma rotina de horários fixa, meditar é como que um resposta ao pedido de seu corpo. Se em um momento de estresse a meditação for cabível, ela irá auxiliar durante aquele momento. Se num momento de tempo livre puder para e livrar sua mente, a prática será um bem a curto e longo prazo.
 
Sendo assim, não coloque-a como uma cobrança ou tarefa, mas sim como um prazer e momento de bem-estar.
 
Cliff Booth / Pexels
 
5. Controle de pensamentos
 
Pode até se falar em controle de pensamentos quando se fala em meditação. Entretanto, o termo não pode ser entendido no sentido literal, pois não é possível dominar a mente no âmbito de permiti-la trazer ou levar alguma ideia pura e simplesmente. É melhor usada a palavra conhecimento. Quando há a interiorização proveniente da meditação, conhece-se melhor a estrutura e motivação dos pensamentos, assim, pode-se melhor compreendê-los e ponderar certas atitudes.
 
6. “Tem que ser zen”
 
Como já dito, não há nenhuma limitação para seus praticantes. A ideia de um monge ou pessoa “da paz” praticando a meditação é encrustada na mente de muitas pessoas, fazendo com que acreditem na meditação como prática exclusiva daqueles que vivem constantemente pacientes, pacatos e abdicam da vida material.
 
Felizmente esta não é uma verdade. A meditação se insere cada vez mais facilmente no mundo moderno e é ótima alternativa para cidadãos “comuns” terem um momento de relaxamento e equilíbrio.
 
7. Ponto de fuga
 
Ela não deve ser encarada como uma fuga dos problemas mas sim como dar cara aos problemas.
 
É como uma fonte de confiança em si e próprio encorajamento para sustentar as dificuldades da vida.
8. Só uma meditação
 
Não existe apenas uma forma de meditação. A mais conhecida delas é aquela em que se posiciona com as pernas cruzadas e fecha os olhos, entretanto, relaxamento da mente tem também outras maneiras de serem alcançados que são também considerados formatos de meditação.
 
M k / Unsplash
 
9. Meditação não é só bem-estar
 
Além do bem-estar, a meditação tem também efeitos diretos sobre a saúde do corpo humano, não só no âmbito da mente.
 
Estudos mostram que a prática pode minimizar sintomas de doenças cardiovasculares e até mesmo diabetes devido a sua influência no ritmo de funcionamento do organismo.
 
10. Tempo de meditação
 
A maioria acha que a meditação tem de ser de longíssima duração para que os efeitos sejam mais notáveis. Isso não é verdade. A prática constante melhora a habilidade de meditar, entretanto, não é necessário fazer que ela dure sempre longas horas. Praticantes valorizam mais a constância que a duração do ato de meditar.
 




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