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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

A Chama Violeta

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A lição da beringela ~ Talita Rebello.

A lição da berinjela 

Por Talita Rebello

13 de fevereiro de 2017 


 


Eu plantei mudas de berinjela ao lado da batata-doce.


Havia, em mim, um pré-conceito sobre o tempo que as berinjelas demorariam para se desenvolver e como elas estariam dispostas no pé.


Um dia desses eu resolvi sentar no chão para entender onde estavam as batatas-doces e ver se era possível colher algumas sem prejudicar o crescimento das demais, e, quando olhei para o lado, havia berinjelas bastante crescidas nos pés.


É uma planta de folhas largas e os frutos nascem por baixo delas, o que os deixa imperceptíveis para olhos desatentos. Eu esperava que os frutos nascessem em outro lugar e em outro tempo, então me distraí nas minhas próprias percepções e expectativas.


Mas eu não estava no controle.


Como uma das berinjelas estava com o tamanho bem adiantado, eu me apressei e a retirei do pé, ansiosa para mostrar a novidade para as crianças. Eu estava em êxtase com o tempo e a generosidade da natureza.


No fundo eu sabia que, ficando no pé, ela cresceria mais um pouco. Mas aquela bênção foi uma surpresa tão doce, que eu não resisti.


Mas o que eu poderia fazer com apenas uma berinjela? Precisaria de mais algumas, também de cebolas roxas, pimentões coloridos, orégano e muito alho.


No dia seguinte eu fui ao mercado e comprei tudo o que era necessário. Mas eu tinha compromisso e cheguei bastante tarde em casa – o que se repetiu nos dias que se seguiram.


Ela pereceu.


As bênçãos são, às vezes, tão maravilhosas e irresistíveis, que acabamos por apressar a sua fruição. Assim aconteceu, ainda não era o tempo correto.


Que sábia professora a natureza. Ensina sem dizer uma palavra. Oferece-se à nossa experiência e regozija-se com o aprendizado, mostrando que, no tempo certo, há, sim, fartura.


Precisamos, apenas, plantar e saber esperar o momento em que a maturação e o fluxo se encontram: quando a berinjela estiver graúda e houver planos para a sua fruição.


Certamente as outras berinjelas terão um final mais feliz. Assim me ensinou a berinjela que se colocou a serviço e, perecendo, pediu que eu desacelerasse, que eu não me apressasse em colher.


Agradeci, então, a todas as “berinjelas” que pereceram ao longo do caminho, preparando-me para as colheitas que viriam.


Tudo tem o tempo certo e, quase nunca, é o nosso.


Em profunda reverência, espero e confio. 
 
 
 



Agradecimentos a: Talita Rebello

Recomenda-se o discernimento.






Todos os artigos são da responsabilidade do respetivos autores ou editores.


Nenhum credo religioso ou político é defendido aqui.


Individualmete pode-se ser ajudado a encontrar a própria Verdade que é diferente a cada um de nós.




Atualização diária.

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