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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

Bagunçou, arrume! -- Vinícius Francis

Por Vinícius Francis 

 12.01.2015 

 


Antes da gente começar a nossa conversa, eugostaria de prorrogar a promoção do curso “Manual do Bem Viver (ao adquiri-lo você ganhaum dos livros dos Elohim), pois muitas pessoas, por terem viajado nas festas de fimde ano, só estão sabendo dele agora. Por isso eu vou deixá-la em vigor o mêstodo de Janeiro, ok queridocos e queridocas?

Então, vamos lá, sente aí no divã do Vini, pra fazermos umareflexão importante. Ano começando, quantas metas temos em mente, quantosobjetivos queremos alcançar, sonhos! Enfim, sempre entramos o ano novo comaquele toque de esperança, revestidos de um desejo de mudança, detransformação. Afinal, quem não quer ser feliz e se realizar nesta Terra, não éverdade?

Pra mim, esse impulso involuntário por desejar omelhor já é a maior prova de que viemos aqui para buscar a vivência da nossafelicidade em toda sua plenitude e forma de expressão. No entanto, é aquelavelha história, nos contaminamos com aquele monte de crença errada e daí,surgem os problemas. Sim, é daí que eles vêm, porque uma vez que nutrimospadrões errados (no sentido de que vão contra nossa essência) criamos umarealidade em perfeita conformidade com eles, ou seja, uma realidade que divergede quem somos.

Bom, até aí, estamos cientes. Agora, vamos fazeralgo a respeito? É esse o ponto. Quando você vai ao banheiro fazer assuas necessidades, presumo que se limpe antes de sair dele, estou errado?Então, leitor, na vida é preciso fazer a mesma coisa. Pra criar uma nova vida,é preciso limpar a merda que fizemos antes. Do contrário viveremos dominadospelas impressões, valores, hábitos e tradições que abraçamos e que outroraforam absorvidos pela nossa ignorância.

E nesse ponto, é onde tropeçamos, nosestabacamos no chão e batemos o queixo com gosto do solo duro da vida, porquenão queremos mexer em nós. Não queremos nos limpar, não queremos arrumar abagunça. E isso é bem 3D (terceira dimensão), né? Porque já nascemos manhosos.Quando crianças, adorávamos espalhar as coisas, fazer aquela arruaça com osbrinquedos. Aí, na hora de juntar, os pais precisavam ser duros às vezes.Fazíamos “beiço”, chilique, pirraça daquelas que chega a parecer que estamossendo eletrocutados. Você sabe como é! Tudo porque nos recusamos a arrumar oque bagunçamos.

E agora, será que mudamos esse comportamento ousomente o transferimos para outras áreas? Não espalhamos brinquedos mais (até poderíamos, temgente que inclusive precisa brincar mais pra esquecer a vida sem alma que sedeu),mas bagunçamos nossas emoções, sentimentos, valores. Criamos um caos tremendoem nossa vida. E nossos sonhos, talvez, se encontrem espalhados pela sala, comobrinquedos. Nosso temperamento e suas naturais características estão lá noscantos, debaixo da mesa, da cama, do armário. 

Tudo isso, porque nos permitimos chegar nesseponto, de desordem interior. Não tratamos nossos aspectos interiores com odevido carinho e respeito, por isso estão jogados, e às vezes até mesmoperdidos de nós.

E pior, estamos assistindo isso e não fazemosnada pra mudar! Nos comportamos como aquela criança mimada que se recusa aorganizar seus brinquedos. Choramos, lamentamos, murmuramos (tudo isso é pirraça,reflexo de um comportamento infantil de não assumirmos o que fazemos), batemos o pé querendoque alguém venha e limpe por nós. Porque protestamos com nosso mimo. Queremosque alguém conserte. Mas peraí, quem fez fomos nós! Quem desgraçou as coisasfoi a gente! 

Quem se colocou em segundo plano? Quem senegligenciou? Quem se esqueceu e se permitiu viver à mercê dos outros e dosvalores que não eram os do próprio espírito? NÓS. Então, queridos, somos nós que precisamoslimpar essa bagunça.

Mas não, o nosso ego tenta lançar essaresponsabilidade nos outros. Aí queremos namorar, mas pra quê? Pra ver se ooutro nos ajuda a catar os nossos brinquedos espalhados. Aí queremos muitodinheiro, pra quê? Pra ver se ele nos ajuda a catar os brinquedos espalhados.Aí queremos fama, sucesso, família, bens, pra quê? Pra ver se eles nos ajudam acatar os brinquedos espalhados. Pra ver se alguém ou alguma coisa, de repente,nos alivie e segure a barra dos efeitos de uma bagunça, de uma confusão e caosgerados pela nossa falta de disciplina, de consideração pela nossa alma, pelo serque temos dentro de nós.

No entanto, ninguém vai limpar a sua sujeira. Oserviço é seu. Pare de pedir Mestre divino pra segurar a sua barra, porqueninguém lá em cima está interessado nisso. É só você olhar em volta, tem algumser divino consertando as cagadas do homem? Tem alguma hoste celeste impedindoo homem de destruir a natureza e agir como criança achando que pode fazer o quequiser com os recursos naturais sem consequência? Tem alguém lá em cimaimpedindo isso? Não. Do mesmo jeito, nenhum ser de luz vai descer pra colherconosco os frutos de uma árvore que nós plantamos.

O que fazer então? Engolir o choro, porque choronesse caso é manha, frescura de gente fraca que faz tipinho de vítima pra nãoter que arregaçar as mangas e ir ao trabalho. Respirar fundo, olhar em volta,perceber a bagunça e aceitar, compreender que precisa arrumá-la. Olhar comhumildade e dizer: Sou eu o responsável, eu fiz isso comigo, agoraeu preciso reparar. Preciso botar a minha vida em ordem.

E como fazer isso? Separe seus brinquedos, osaspectos da sua alma e coloque cada um deles no seu devido lugar. Respeito ondeprecisa ter respeito, amor onde precisa ter amor, importância onde precisa (deverdade) ser dada importância. Sonhos no lugar dos sonhos. E o mais importante, amor próprio, coloque-o na prateleirada estante que for de maior destaque, como o brinquedo mais belo que umacriança poderia ter.

O lixo, jogue fora. É pra jogar logo! Chegadessa piedade, de ter dó do que não presta mais. Lance, desista do brinquedoque já não serve. Passe adiante! Tipo namorado (a) que tá enchendo, sabe? Cedaesse (a) estrupício pra outra pessoa, de repente tem alguém que está precisandomuito. Pra que segurar esse relacionamento? Só pra ter alguém? Se for por isso,mais um motivo pra você despachar, porque de repente pode ser melhor pegarvários (as) do que um (a) só hahaha! Isso aqui não é incentivo à promiscuidade,só estou te ajudando a ter uma visão mais justa e de maior valor para com osseus sentimentos. Pois não vale a pena sofrer por ninguém, tampouco segurar ocompanheiro (a) só pra dizer que tem um. Cafona, pobre, coisa de terceiro mundo.

Pare de bancar o bobo segurando o que só teatrasa. Seja uma relação que não produz, seja um emprego, sejam vínculosfamiliares e sociais, crenças, valores, sentimentos, selecione e jogue, sepossível, no fogo. Porque assim esturrica de vez e não volta mais.

Olha, é hora da faxina aí dentro. Organize suavida, seja responsável por si, amadureça e tome posse dos seus caminhos. Nãoimporta quanto tempo você viveu em meio à bagunça, o que importa é se você querarrumar isso. Se deseja, então, vale a pena fazê-lo. É por você. E nenhumempenho por si é em vão. Todos eles sempre rendem frutos de excelência. Mãos àobra, refaça seu castelo interior e erga seu mundo. Só você pode fazer isso.

Seja feliz!

Vinícius Francis

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Dúvidas, me escreva: viniciusarm@yahoo.com.br


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