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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

Eu mulher. ~ Talita Rebello

Eu mulher.

Por Talita Rebello 

8 de março de 2017



 
A minha percepção sobre o significado de ser mulher tem mudado bastante ao longo dos anos.
 


Hoje é tão claro para mim: nenhuma polaridade existe sozinha. Sou boa e má. Sou luz e sombra. Sou júbilo e dor. Também sou energia masculina e feminina.
 


Biologicamente mulher, mas, confesso, energeticamente, o masculino acaba preponderando na maior parte do tempo.
 


Sim, eu permito que o meu corpo se movimente de maneira natural: não tomo anticoncepcional há anos, observo os meus ciclos e a influência lunar, tenho contato com a terra, acolho e aconselho, cozinho, faço trabalhos domésticos, choro, exponho a minha vulnerabilidade sem a menor vergonha.
 


Mas, como boa sagitariana e com o número “1” bem grande no mapa numerológico, sou bastante independente e autossuficiente. Eu amo dirigir e, modéstia a parte, dirijo muito bem. Eu me adapto a qualquer ambiente e a qualquer assunto, sem, em nenhum momento, me sentir subjugada ou fragilizada. Eu tomo iniciativa. Eu tenho urgências urgentíssimas. Eu sou um “big bang” ambulante.
 


Percebo, em mim – e com bastante clareza –, o divino encontro dela e dele. Yin e Yang. Da criação e da materialização. Do sonho e do fazer acontecer. Do gestar e do desenvolver.
 


Não desmerecendo toda a luta, não esquecendo toda a dor, não desconsiderando toda a discriminação já sofrida, penso que chegou o tempo de olharmos em outra direção.
 


Sinto que estamos em um momento em que a biologia não deve se sobrepor ao ser.
 


Sinto que estamos em um momento em que precisamos parar de gritar. Precisamos, sim, nos interiorizar, para que possamos encontrar o centro de toda essa dor, de todo esse desequilíbrio, de todas essas feridas.
 


Sinto que estamos em um momento em que devemos considerar o fato de que estamos mulheres, mas, certamente, já pisamos este chão com outras configurações biológicas. Já imaginaram que podemos ter causado as dores que, hoje, combatemos? Será que não desejamos estar em um corpo de mulher para sentir, afagar e curar todos esses traumas de dentro para fora?
 


Sinto que estamos em um momento em que nos é possível despertar para a integralidade do nosso ser. Não como mulher ou homem, mas como a linda simbiose entre masculino e feminino, cuja união e cujo equilíbrio nos abrem novas portas.
 


Sim, eu reverencio a mulher a mim. Reverencio Shakti. Reverencio a energia e o magnetismo que me sustentam. Reverencio a oportunidade de estar aqui com este corpo, tendo acesso a essa infinidade de estímulos. Reverencio essa força descomunal que me move. Reverencio os meus dons e potencialidades.
 
Mas também reverencio os homens e a energia feminina que reside em cada um deles, pacientemente pedindo passagem, pedindo verbalização, pedindo conexão.
 


Hoje eu reforço o compromisso com a cura desta mulher que eu vejo no espelho, voltando os meus olhos e ouvidos para dentro. Prometo me colocar em primeiro lugar. Prometo não me despedaçar. Prometo ser transparente nas minhas relações, permitindo ao outro que esteja ciente dos meus processos. Prometo não me responsabilizar pela vida dos outros, carregando pesos que não me competem. 
 


Lembrem-se: de nada adianta receber flores, se nós mesmas não pudermos florescer de dentro para fora.
 


Nada que venha de fora nos preencherá. Enquanto o movimento não for interno, os nossos gritos continuarão ecoando no vazio.
 
 
Talita Rebello




 
Agradecimentos a:  Talita Rebello 

Recomenda-se o discernimento.






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