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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

A Chama Violeta

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Maria Madalena e o Santo Graal: A Mulher do Vaso de Alabastro X Final


 O sagrado Reencontro.

Margaret Starbird.

Livro “Maria Madalena e o Santo Graal: A Mulher do Vaso de Alabastro”.

https://pt.scribd.com/

Edição e imagens:  Thoth3126@protonmail.ch

 
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O cristianismo institucional, que tem alimentado a civilização ocidental há mais de dois mil anos, pode ter sido construído sobre uma gigantesca falha em sua história: a Negação do feminino. Durante muitos anos convivi com uma vaga sensação de que algo estava radicalmente errado com o meu mundo. Sentia que, por um período longo demais, o feminino em nossa cultura vinha sendo desprezado e desvalorizado. Mas foi somente em 1985 que encontrei provas documentais de uma devastadora fratura na história cristã e nos ensinamentos da igreja de Roma. Em abril daquele ano, sabendo do meu grande interesse pelas Escrituras judaico-cristãs e pela origem do cristianismo, uma amiga me indicou o livro The Holy Blood and the Holy Grail”(O Santo Graal e a Linhagem Sagrada).
 
 
 

CAPÍTULO X – O Sagrado Reencontro 
Encoberta pela névoa do tempo, ela (o Feminino Sagrado) aguarda sozinha no jardim, velada, seu nome obscurecido, a desamparada Rosa. A contraparte feminina perdida do Logos, a Palavra, Filho do Pai, razão e justiça, eterno Ele. Eros esquecido, Eros apaixonado, Eterna Ela, deixada, prostrada, corrompida, prostituída (o feminino, pela atual civilização), no chão.
“A Noiva é tão negra porém formosa – quanto as tendas de Quedar. Não olhe para ela, pois que é morena, o sol crestou-lhe a tez. Lavrou nos vinhedos do irmão, e a minha própria videira não guardei.” (Cântico dos Cânticos 1:5-6).

A Noiva, ressecada do labor sob o sol ardente, morena, seca e sem forças. Madona Negra, mãe dos pobres e aflitos, uva ressecada de Deus, queimada sob os impiedosos raios do Logos, juiz, guerreiro. A imagem masculina de um Deus soberano no trono celeste – sozinho. Ela o buscou com avidez, mas soldados avançaram sobre ela, atacaram-na, feriram-na, os guardiões dos muros. Sua dor se espelha agora no ícone de Czestochowa, um talho em sua face, a ferida, a desamparada – a Delericta.
Nali Me Tangere: “Não me toques”. Por séculos o eco: Nali Me Tangere.
Aquele que ascendeu (o Cristo), adorado e glorificado – intocável, o belo príncipe, Leão de Judá e Cordeiro de Deus sentado ao lado do Pai, governando – sozinho. Mas agora, finalmente, ele a busca. Clama por ela. Ele conhece o nome da Rosa. Exausta e árida na desventura, Ela o ouve gritar seu nome.
Emocionada, ergue a cabeça e olha ao redor. “Quem está aí?” O coração bate mais forte. “Seria ele? Teria voltado para me buscar?” O jardim onde ele a deixou é hoje um deserto – ferido, seco e árido. As árvores atrofiadas, antes rios de águas claras agora são apenas córregos poluídos.
Um bosque de espinhos cerca o jardim, impedindo a entrada. Com a espada da verdade ele deve abrir caminho para alcançar sua amada. Afinal ele a encontra ainda abraçada ao vaso de alabastro. Suas lágrimas de alegria caem aos pés dele. Mais uma vez, ela as seca com o próprio cabelo. Mas agora ele pega a sua mão.
“Vem, ó amado meu, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se já aparecem as tenras uvas, se já brotam as romãzeiras; ali te darei os meus amores”. Cânticos 7:11,12). Agora, de mãos dadas, eles caminham pelo jardim deserto.
Artigodemasiado grandepara este plogue, por favor cique no elo abaixo para continuar a leitura.
 

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