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Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

Quinta dimensão e alteridade.

Quinta dimensão e alteridade.

Por Ana Cassia Stamm

6 de agosto de 2020. 

Pessoa segurando máscara de proteção e usando luvas 
 
 

Com o advento da covid-19, há uma sucessão de teorias para tentar explicar este novo desafio ao humano que habita este planeta. Escutamos e lemos sobre elas nas mídias sociais. Acompanhando filósofos, psicólogos, psicoterapeutas, religiosos e outros profissionais que se debruçam em explicar essa “quarentena”, encontramos algumas bem interessantes. Afinal, são pontos de vista que precisamos considerar e respeitar, se quisermos expandir o leque de elementos na nossa ampliação da consciência.

 

Na teoria de Jung, os símbolos são os facilitadores, a ponte para entendermos nossa psique. Assim, mitos, histórias e teorias que escolhemos para expressar ou explicar esse desconforto trazido pela quarentena seriam úteis para entender e aplacar a dor de ver tantas pessoas infectadas, tantas que se foram, tantas discordâncias e contradições em nossos dias de “confinamento”.

Mulher ao lado de uma janela olhando para fora
Diego San/unsplash

A dor e o medo tendem a desestabilizar não só nossa mente e emoções, mas nosso físico e alma. Assim, como defesa, temos a necessidade de explicar ou elaborar essas dificuldades para tentar, minimamente, controlar as variáveis. Então é uma tendência do nosso ego procurar teorias, mitos ou identificações com outras épocas (por exemplo, em 1918, a gripe espanhola), como exaustivamente vemos ou ouvimos nas mídias.

Um dos temas que me chamaram a atenção foi o que estudiosos de formas de energia chamam de quinta dimensão. Para falar da quinta dimensão, teria de buscar nesses conhecimentos uma definição (pelo menos superficial) do que seriam as dimensões, qual a dimensão em que vivemos.

A primeira é a altura, a segunda é a largura, a terceira é a profundidade e a quarta é o tempo. Mas ninguém parece saber o que é a quinta. O conceito de outras dimensões adicionais pode parecer fantasioso, mas essa ideia existe há muito tempo.

 

Homem sentado no topo de um prédio olhando para o pôr do sol
Jaromir Chalabala/ 123RF

 

O que esses estudiosos sobre dimensões tentam explicar e relacionar seria o fato de que estamos saindo da dimensão da altura, largura e profundidade – isto é, de conhecimento concreto, mensurável, mental e científico – para uma dimensão diferente, que não pode ser conhecida apenas pelos nossos sentidos, mas por um conjunto de novas regras, novos conhecimentos, valores, que não nos regiam antes.

Segundo esses novos conhecimentos que compilei, em primeiro lugar seria muito valorizado o autoconhecimento, uma vez que o que acontece fora de nós seria apenas uma extensão do que acontece dentro de nós. Esse conhecimento do seu próprio “eu” dá mais confiança para agir, e a mudança que se quer no mundo teria de ser alcançada primeiro dentro de si.

Novos valores também seriam a paciência, que é a manifestação da confiança e da paz de espírito. Tudo viria no momento certo, desde que façamos a nossa parte. Além da gratidão, que é reconhecer que se tem tudo e não é necessário pedir nada. O diálogo seria a ponte para focar soluções. Chega de focar problemas!

 

Mulher sentada no chão da sala olhando para baixo
Anthony Tran/Unsplash

 

Quando estamos procurando definições do que seria esta nova dimensão, encontramos expressões como “tudo o que for para ser será”, propósito de vida e a certeza da existência da continuidade da vida, que nunca cessa; e muitos elementos da física quântica, tais como o poder da intenção, das visualizações, das palavras e pensamentos proferidos.

Comum também é a consciência de que o acúmulo de bens materiais e o consumo desenfreado não levam ao bem comum, além de que precisamos valorizar a cooperação em detrimento da competição e julgar menos, ser isentos de preconceitos.

A quinta dimensão não seria um lugar, mas uma frequência, um estado vibracional, um novo estado de ser.

 

É do renomado psiquiatra e saudoso professor Carlos Byington o conceito de “alteridade”. Segundo ele, é justamente em uma conversa dialética e igualitária entre as polaridades, da consciência antiga, e desta nova sugerida por alguns nesta pandemia, que cresceríamos enquanto humanidade. Dentre as ideias de alteridade estão a igualdade, a liberdade, a fraternidade, a tolerância, a compreensão, a convivência, o encontro, a abrangência do atrito e do conflito. No terreno emocional, os estados mais propícios à expressão simbólica na alteridade são a fé, esperança, caridade, amorosidade da troca e busca do encontro mutuamente frutificador: “é preciso saber viver!” (Jota Quest)

 

Ana Cassia Stamm




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