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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

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Setembro Amarelo: Pósvenção do suicídio. Sabe o que é isso?

Setembro Amarelo: 

Pósvenção do suicídio. 

Você sabe o que é isso?

Escrito por Monica Marchese Damini.

8 de setembro de 2020.

 

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Todos sabemos o que são as ações para prevenir o suicídio, mas o que seria a Pósvenção do suicídio?

 

Pósvenção é o trabalho feito com os Sobreviventes do ato praticado pela pessoa amada. Os Sobreviventes são as pessoas que ficam…

 

Pósvenção é o suporte ao luto e a prevenção do suicídio aos enlutados e suas futuras gerações.

Os Sobreviventes são principalmente os familiares, mas também os amigos, os provedores de ajuda, como os bombeiros que prestaram socorro, médicos que fizeram o atendimento, os terapeutas e a comunidade toda que foi impactada pelo suicídio.

Entre 5 e 10 pessoas são impactadas diretamente pelo suicídio de alguém próximo, e em escola pode chegar até em 300 pessoas… Imagine em uma escola quantos alunos, professores e comunidade são impactados?

 

Margaridas no chão.

Gratisography / Pexels

 

Se considerarmos o número médio atual de 6 suicídios diários só em SP, e 32 no país, são mais de 500 Sobreviventes enlutados por dia.

As pessoas enlutadas por suicídio costumam ter um luto mais longo e mais difícil, tanto em intensidade como em duração, é diferente do luto normal.

Existe muita dificuldade em compreender os motivos e a atitude do suicida, os familiares sentem-se abandonados e questionam o porquê de a pessoa não ter sequer pensado nelas, mas no momento de muita dor psíquica acontece uma rigidez mental e a pessoa não consegue pensar em mais nada.

 SETEMBRO AMARELO: Prevenção ao Suicídio

 

Ela não vê outra saída para os seus problemas e a solução se resume a tirar a própria vida. Não é falta de amor por quem fica, é desespero mesmo.

 

No suicídio, a dor de quem tirou a vida é transferida para quem ficou, ficam para a família, as culpas, a vergonha de falar do assunto e o afastamento que a própria comunidade acaba fazendo com essa família por não saber como lidar com isso ou como falar com elas, e essas pessoas que precisam tanto de apoio e acolhimento acabam ficando cada vez mais isoladas. A vida é muito diferente antes e depois do suicídio de alguém amado. Sim, as pessoas refazem suas vidas, mas demora…

Os Sobreviventes sofrem impactos físicos, sociais, cognitivos e psicológicos, e muitas vezes se torturam com a crise do “e se”… E se eu tivesse feito isso… E se eu não tivesse feito aquilo… E se eu tivesse percebido… etc, etc… As culpas são violentas, por mais que racionalmente todos saibamos que cada um é responsável por sua própria vida.

É muito importante que os familiares e a comunidade fiquem próximos e atentos a estes Sobreviventes, pois esse luto é complicado. E ao evitar falar sobre o assunto, se promove a transmissão do trauma… Evitem o silêncio, as pessoas precisam falar e precisamos ouvi-las, apenas ouvi-las, e se necessário, sugerir um encaminhamento médico ou terapêutico.

O índice de tentativa de suicídio em Sobreviventes é bem maior que em outras pessoas, 2 vezes mais em pessoas sem transtornos psiquiátricos, 2 a 3 vezes mais em jovens abaixo de 21 anos, 10 vezes mais em Sobreviventes de luto complicado.

É um mito a ideia de que falar sobre suicídio com as pessoas que estão com ideação suicida pode induzi-las a isso. Pelo contrário, a percepção é um contato e uma conversa franca, amorosa, pode ajudá-la a se sentir segurança em falar sobre o assunto. Estas pessoas encontram-se em Estado de Ambivalência e, na verdade, elas não têm certeza se querem fazer isso ou não.

 

Pixabay / Pexels

 

Seria muito importante fazer um trabalho de Pósvenção nas escolas após um suicídio para ajudar os alunos a lidar com um fato tão complicado e doloroso, mas infelizmente ainda não temos esta cultura do trabalho de Pósvenção no país, e muitas vezes dentro das próprias casas desses alunos sobreviventes o assunto não flui, porque é delicado para muitas famílias olhar a morte assim, tão de perto. Mas é necessário falar, e mais necessário ainda ouvir.

A questão é: O que cada um de nós pode fazer para ajudar estas pessoas? Que papel podemos desempenhar? O que isso tem a ver com as nossas vidas? Faremos parte da ação ou da omissão

 

Monica Marchese Damini

 

E-mail: monicadamini@gmail.com
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