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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

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Janeiro 23, 2021

chamavioleta

Conheça os efeitos da falta do autoconhecimento na era digital

Eu Sem Fronteiras

18 de janeiro de 2021


 
 
 
Muito se fala sobre os efeitos da internet na sociedade mundial. Alguns defendem que ela é boa, porque promove o contato com diversas culturas e referências, enquanto outros dizem que ela é tóxica, porque pode influenciar pessoas de forma negativa e em uma escala imensa. Não é possível dizer que alguma dessas perspectivas está errada. A internet é boa e tóxica, na medida que seus usuários a utilizam.
 
Pense assim: se você segue pessoas que compartilham conteúdos que fazem com que você se sinta bem, será mais fácil identificar o lado positivo da internet. Por outro lado, se você acompanha pessoas que divulgam conteúdos que lhe desagradam, ou se vê constantemente pessoas serem influenciadas por isso, será mais fácil afirmar que a internet é tóxica. Tudo depende da sua realidade e do seu ponto de vista.
 
Porém, há um fator que vale para todas as experiências online: o autoconhecimento é fundamental para manter a sua sanidade mental nesse cenário. Para entender essa afirmação, primeiro você deve ter certeza do que é autoconhecimento. É um processo que consiste em desvendar sua verdadeira essência, avaliando quem você é, o que você busca, quais são seus defeitos e de onde vêm as suas opiniões sobre o mundo.
 
Mas como o autoconhecimento funciona na era digital? Como ele pode nos ajudar a ter uma experiência melhor nas redes sociais que usamos normalmente? Como ele se faz presente e importante para cada faixa etária? A seguir, entenda cada um desses questionamentos!
 
O autoconhecimento na era digital
 
Na era digital, estamos sempre em contato com um mundo virtual, que pode destoar da realidade em que vivemos. Em um sentido, isso permite que entremos em contato com outras formas de pensar, com outras culturas e com outros jeitos de existir. Em outro sentido, isso pode nos aprisionar a um cenário que não corresponde ao que realmente importa nas nossas vidas.
 
Com o fenômeno de influencers digitais e anúncios patrocinados, entramos em contato com conteúdos que se tornam itens de desejo. Queremos consumir o que as pessoas com muitos seguidores consomem, queremos ter uma vida feliz e bem-sucedida como é a das pessoas que acompanhamos. Queremos ser iguais e elas. A realidade de alguém que talvez nem conheçamos na vida real passa a ser nosso maior desejo, e entendemos aquela vida como a definição de sucesso, e não como uma possibilidade de sucesso.
 
377053 / Pixabay
 
 
É por meio do autoconhecimento na era digital que conseguimos combater essa distorção que ocupa nossas mentes. Se você é consciente do que quer para a sua vida, de qual é a sua realidade e de que é possível ser feliz seguindo os seus objetivos, as outras pessoas não terão poder sobre a sua existência e sobre os seus planos de vida.
 
Se você é uma pessoa com mais visibilidade online e precisa lidar com haters, ou com comentários negativos sobre você, o autoconhecimento é o que vai ajudá-lo a lidar melhor com isso. Uma vez que sabemos quem somos, quais são os nossos defeitos e as nossas qualidades, a opinião dos outros sobre nós deixa de ser importante e relevante. Afinal, é só uma opinião, e não uma verdade.
 
Se você já entendeu como o autoconhecimento na era digital se faz essencial, continue lendo o artigo para descobrir como ele se faz presente em cada idade, e como pode melhorar a experiência de cada pessoa na internet!
 
Autoconhecimento durante a infância
 
Durante a infância, quando uma pessoa ainda está descobrindo o mundo, quais são seus gostos e quais são seus desejos, é muito fácil que ela seja influenciada por tudo o que vê ao seu redor. Para encantar uma criança, basta mostrar algo colorido, divertido ou com um som interessante.
 
Então, o maior risco para a infância durante a era digital é a exposição desenfreada aos anúncios de produtos e de brinquedos, veiculados por meio de canais do YouTube destinados a crianças, que realizam o processo de desembalar esses itens (unboxing).
 
Tais vídeos apresentando brinquedos e outros itens despertam a curiosidade e o desejo das crianças, que ainda não entendem como o dinheiro funciona, e não sabem que adquirir a maioria desses produtos seria financeiramente inviável para a maioria das famílias brasileiras. Então, quando elas não conseguem aquilo que tanto desejam, podem se sentir frustradas e inconformadas, culpando os familiares por isso.
 
A Intel Security, em 2015, realizou uma pesquisa sobre os usuários de redes sociais, e a idade deles. Identificou-se que 83% dos internautas são crianças de 8 a 12 anos que estão ativas na internet. Ou seja, estão em contato direto com os anúncios.
 
 
Cherylt23 / Pixabay
 
 
Em 2019, porém, o Ministério Público brasileiro exigiu que o Google removesse os vídeos do YouTube que apresentavam anúncios de brinquedos. Dessa forma, as crianças teriam o contato com esse tipo de conteúdo reduzido.
 
Tendo em vista que as crianças podem ter suas vidas prejudicadas pela exposição aos anúncios da internet, o autoconhecimento deve partir de conversar com seus familiares e de controle sobre o conteúdo que elas consomem.
 
Uma criança que ainda está se formando não poderia desenvolver um autoconhecimento sobre si, mas pode aprender, aos poucos e com as pessoas de seu convívio social, que os brinquedos e produtos que ela tem podem lhe trazer satisfação e diversão, sem precisar de tudo que veem em propagandas.
 
O controle dos familiares sobre o conteúdo que as crianças consomem também é essencial, para garantir que elas não estarão sendo expostas a materiais inadequados para suas faixas etárias ou que podem promover desejos que não serão atendidos. Mantenha o diálogo com seus filhos!
 
Autoconhecimento durante a adolescência
 
Durante a adolescência, o contato com a internet é ainda maior. As pessoas se fazem mais presentes nas redes sociais e podem até construir relações de amizade que só existem no ambiente virtual. Há inúmeros perigos escondidos na diversão online, como cyberbullying e exposição à pornografia e a influências negativas, mas vamos analisar como o autoconhecimento se mostra nesse universo ameaçador.
 
Diferentemente da infância, é improvável que os familiares de uma pessoa adolescente sejam capazes de controlar o conteúdo que ela consome. Como ela já está adquirindo independência, pode acreditar que os parentes a estariam atrapalhando nesse processo de descobrir contas a seguir e vídeos para assistir.
 
Infelizmente, a situação pode fugir do controle com facilidade. Falando sobre os casos de cyberbullying, que se caracterizam por agressões virtuais a uma pessoa (xingamentos, intimidação, ameaças etc.), uma pesquisa promovida pela Intel Security, em 2015, revelou que 66% dos jovens brasileiros de 8 a 16 anos que participaram do levantamento já presenciaram casos de agressão na internet.
 
Muitas vezes, um comentário negativo sobre a aparência de alguém pode parecer inofensivo para quem o escreve, mas terá consequências sérias para quem o recebe. Nesse sentido, o autoconhecimento auxiliaria uma pessoa a não se abalar com possíveis críticas ou ataques.
 
O cyberbullying deve ser punido, e os adolescentes devem ser capazes de conversar sobre isso com seus familiares, mas é a partir do autoconhecimento que esses jovens terão consciência de que o que dizem sobre eles na internet não corresponde ao que eles realmente são.
 
StartupStockPhotos / Pixabay
 
 
Outra ameaça da internet para os adolescentes é a exposição à pornografia. O serviço de aconselhamento ChildLine, do Reino Unido, realizou um estudo em 2015 com 700 adolescentes de 12 a 13 anos sobre esse tema. Constatou-se que 1 em cada 5 adolescentes recebeu uma imagem pela internet que considerou perturbadora, enquanto 12% afirmaram já ter participado de alguma forma de um vídeo de sexo explícito.
 
O problema da exposição à pornografia é a formação de uma imagem sobre o sexo que não corresponde a realidade. A sexualização e a objetificação dos corpos pode fazer com que as pessoas se sintam mal consigo, ou que tenham expectativas sobre o ato sexual que não podem ser atendidas.
 
Com o autoconhecimento, porém, adolescentes podem aprender sobre seus corpos, sobre o que lhes dá prazer e sobre formas seguras de se proteger de ISTs ou de prevenir uma gravidez. A educação sexual e as informações sobre a importância de se conhecer, nesse caso, podem ser fornecidas por familiares ou por escolas.
 
Finalmente, a exposição a perfis de influenciadores ou de celebridades pode ameaçar a autoestima de muitos adolescentes. Meninos e meninas podem criar uma imagem irreal de um corpo ideal, e conduzirão seus hábitos alimentares de forma a atingir um objetivo impossível, visto que muitas vezes as fotos que essas pessoas compartilham são editadas.
 
Por meio do autoconhecimento, adolescentes podem compreender que o corpo deles é único e que isso os torna especiais. Tentar se parecer com outras pessoas não fará com que eles tenham mais visibilidade, ou com que sejam alguém melhor. É importante que saibam quem são e do que realmente gostam para não se renderem a esse tipo de influência.
Autoconhecimento durante a adultice
 
Na fase adulta, muitos dos problemas da adolescência ainda podem permanecer na internet. No entanto, surge uma outra situação que pode prejudicar o bem-estar de uma pessoa: a comparação com pessoas bem-sucedidas.
 
Durante a infância e durante a adolescência, as pessoas não pensam com intensidade sobre o que esperam das suas vidas. Já na fase adulta, é comum que se questionem sobre as carreiras que escolheram, sobre suas famílias e sobre as escolhas que fizeram até o presente momento.
 
Quando uma pessoa adulta se depara com um perfil de alguém que parece ter mais dinheiro, mais felicidade, mais tempo de lazer e mais sucesso, imediatamente realiza comparações com a própria vida. Começa a imaginar que tudo o que tem não está bom, que é preciso mudar, que é preciso ser como essa outra pessoa.
 
 
StartupStockPhotos / Pixabay
 
 
Nesse sentido, o autoconhecimento surge como um aliado para o público adulto que está inserido nas redes sociais. Se uma pessoa adulta tiver consciência das próprias escolhas e se suas metas de vida forem bem definidas, ela saberá que a vida dos outros é só uma outra forma de viver e não a única forma de viver.
 
Assim, as comparações tendem a diminuir, bem como os problemas que podem ter começado na adolescência. Outra dica é se rodear, online, de pessoas que tenham escolhas de vida parecidas com as suas, e que são felizes assim. Uma influência positiva fará bem para a imagem que você constrói sobre a sua vida.
 
Autoconhecimento durante a velhice
 
Os maiores problemas do uso da internet durante a velhice são a desinformação e o risco de cair em golpes virtuais. Como as pessoas mais velhas não estão acostumadas ao ambiente digital, elas podem sentir dificuldade para separar a realidade da ficção na internet, o que faz com que elas compartilhem notícias falsas ou sejam vítimas de golpes sem se darem conta disso.
 
A prática de enganar pessoas para que elas compartilhem dados bancários e informações confidenciais é chamada de phishing, e os idosos são os que mais sofrem com isso. Como eles têm dificuldades para verificar a veracidade de mensagens ou de notícias, acabam acreditando que uma pessoa má intencionada é quem ela diz ser, sem desconfiar.
 
Pasja1000 / Pixabay
 
 
Para proteger as pessoas idosas desses golpes, o ideal é que os familiares sempre conversem com elas sobre isso, para impedir que o pior aconteça. Assim, o autoconhecimento não tem serventia para as pessoas idosas, mas há uma outra situação na qual ele tem utilidade.
 
As comparações que aconteciam durante a adultice ainda podem tomar conta da vida de uma pessoa idosa. Ela pode se deparar com amigos ou amigas que estão vivendo de uma forma diferente dela, e imagina que seria melhor se fosse mais como eles. E então, a sensação de solidão e de infelicidade irá tomar conta dessa pessoa, que se esquece de que a vida que ela tem também é boa.
 
O autoconhecimento é fundamental para que os idosos lembrem-se de quem são e de que as vidas deles foram muito bem vividas, assim como as de outras pessoas. Se eles não forem capazes de realizar esse processo de olhar para si sozinhos, devem receber o auxílio dos familiares.
 
A era digital apresenta uma série de benefícios, mas também esconde armadilhas que podem promover muito mal-estar. Se você quer escapar de problemas como esse, o melhor a fazer é desenvolver seu autoconhecimento e sempre dialogar com as pessoas que fazem parte do seu círculo social!
 
 
Eu Sem Fronteiras
 


 

 
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Janeiro 18, 2021

chamavioleta

Como fazer um detox digital

Eu Sem Fronteiras

17 de janeiro de 2021

 

 
 
 
Na correria do dia a dia, muitas vezes vemos o celular como um aliado nos momentos de estresse, de ansiedade e até mesmo de descanso. Está se sentindo muito frustrado com algo que deu errado? Uma deslizadinha no feed resolve! Sobraram 15 minutinhos no horário de almoço? Por que não ver alguns memes ou responder aquelas mensagens que acabaram de mandar? A verdade é que os celulares parecem aliados, mas podem se tornar senhores de nós, se transformarmos quaisquer 10 ou 15 minutos em oportunidade para sacar o celular ou se nos tornarmos reféns das notificações e das novidades que a todo momento pipocam em todas as redes sociais.
 
Você já ouviu falar sobre a expressão FOMO? Ela é uma abreviação da expressão inglesa “fear of missing out” (algo que pode ser traduzido como “medo de perder alguma coisa” ou “medo de ficar de fora”). É por meio do FOMO que as redes sociais, os aplicativos, os sites e todo o mecanismo virtual operam. Como eles precisam de usuários (nós) para fazer receita e continuarem lucrando, eles precisam desenvolver em nós a necessidade de estar sempre online. Por isso é que o YouTube encadeia um vídeo no outro. Os feeds de Twitter, Facebook e Instagram são infinitos. Mesmo quando já vimos tudo o que as pessoas que seguimos publicaram, aplicativos de delivery enviam dezenas de notificações com cupons de desconto por dia, e por aí vai… Quanto mais tempo você passar no celular, melhor para eles, pior para você, que se desconecta da vida real.
 
A não ser que você deseje viver um estilo de vida realmente muito alternativo, com pouco ou nenhum uso da internet, é inevitável estar conectado. O que se pode, porém, é fazer com que esse uso inevitável não lhe faça mal e esteja a seu serviço – em vez de você estar a serviço dele. Você é a única pessoa que pode entender, pouco a pouco, quanto uso deseja fazer do seu celular e da internet, em geral, mas, muitas vezes, para entender o que é verdadeiramente essencial, precisamos desapegar de tudo para que compreendamos o que faz falta.
 
Para ajudar você a ter uma relação mais benéfica com o seu celular, com as redes sociais e com a internet, como um todo, preparamos algumas dicas para que você faça um detox digital, isto é, desconectar um pouco da tecnologia para que nos “limpemos” dos malefícios dela. Confira abaixo algumas dicas para o seu detox digital:
 
Tonktiti / 123RF
 
 
Desativar notificações
 
Segundo um estudo realizado pela empresa de segurança da informação Locket, em 2015, costumamos desbloquear o celular uma média de 110 vezes por dia. Como o estudo foi publicado há cinco anos e o uso de redes sociais só aumentou desde então, podemos supor que esses números aumentaram. Na maior parte desses desbloqueios, o que nos tenta a colocar o dedo sobre a tela é uma notificação. Se as notificações forem eliminadas e você só desbloquear o seu celular quando realmente precisar dele ou em momentos determinados do dia, quanto tempo vai ganhar para fazer outras atividades? Provavelmente bastante, não é? Que tal, então, desativar as notificações em determinados períodos do dia e focar nas atividades da vida real? Se você sentir que a sua vida está melhor assim, pode até manter as notificações sempre desativadas e pedir que as pessoas mais próximas entrem em contato por meio de ligações, caso seja um assunto urgente.
Manter notificações somente de pessoas
 
Se manter contato com as pessoas é importante para você, você pode filtrar as notificações e manter somente aquelas de mensagens enviadas por pessoas, desativando notificações de aplicativos de compras, de redes sociais (desde que não sejam mensagens), e por aí vai. Há, inclusive, ferramentas para silenciar notificações em quase todos os aplicativos que oferecem trocas de mensagens, então você pode silenciar todos e permitir notificações somente das pessoas com quem mantém contato mais próximo.
 
 
Afaste o carregador
 
Quanto mais usamos o celular, menos bateria temos. Se você cultiva o hábito de estar sempre com o carregador por perto, nunca vai conseguir dosar o seu uso de celular, porque basta colocar o seu aparelho para carregar quando a bateria estiver chegando ao fim. Se você, porém, se disciplinar para carregá-lo apenas uma vez ao dia, vai precisar encontrar uma maneira de fazer com que a bateria dure mais tempo, o que vai exigir, naturalmente, menos tempo de uso. Outra dica é não manter o celular carregando no quarto enquanto está dormindo, especialmente perto da cama, porque frequentemente não resistimos, após acordar, e damos uma conferidinha nas notificações mais recentes, já que ele está por perto.
 
 
Igor Ushakov / 123RF
 
 
Timer nas redes sociais
 
A maior parte dos aplicativos de redes sociais, como Facebook e Instagram, tem timer próprio, que avisa após você ter passado por ali um tempo, que você mesmo determina. Se isso não for suficiente, há alguns aplicativos que têm timer com cadeado, ou seja, depois de 30 minutos (ou o tempo que você definir), o aplicativo é fechado e você só pode voltar a abri-lo no dia seguinte. É uma ótima solução para quem sente que já perdeu o controle e que não consegue, com suas próprias forças, reduzir o uso.
 
 
Menos fotos e vídeos
 
Se você já foi a um show, a um estádio de futebol, a uma praia ou a um lugar onde as pessoas viam o pôr ou o nascer do sol, deve se lembrar de que viu muita gente curtir por meio da telinha do celular o evento único que estava acontecendo ali, não é mesmo? Quando vemos de fora, parece até meio ridículo esperar meses, às vezes até anos, para ver o seu time do coração numa final ou para ver o seu ídolo em cima de um palco, mas, quando chega o momento, experienciar aquilo por intermédio de um celular… Então quando estamos vivendo o momento muitas vezes somos nós essas pessoas com o celular na mão. Pense o seguinte: vídeos e fotos daquele show, daquele jogo, daquele pôr do sol ou de qualquer evento que seja vão pipocar nas redes sociais tempos depois, então por que não curtir o momento?
 
 
E menos stories…
 
E a dica anterior serve para os menores momentos: quando foi a última vez que você se reuniu com os amigos e, em nenhum momento, alguém sacou o celular para registrar o que estava acontecendo? Situações assim se tornaram raridade, porque, no momento em que vivemos, todo mundo deseja registrar tudo, publicar em seus stories do Instagram, por exemplo, e mostrar ao mundo o que está fazendo. Viva menos mostrando aos outros o que você faz da sua vida e viva mais. Em vez de registrar determinado momento com uma foto ou vídeo, registre-o em seu coração e em sua memória.
 
 
Lightfieldstudios / 123RF
 
 
Longe das refeições
 
Quando estiver fazendo suas refeições, afaste-se do celular. Se você mora com a sua família, com seu parceiro ou com amigos, aproveite as refeições para conversar com eles, ter um contato mais humano em seu dia a dia. Se você vive sozinho ou faz as suas refeições em um ambiente em que não tem contato com ninguém próximo, concentre-se na sua alimentação, converse consigo mesmo, organize seus pensamentos e faça as suas reflexões. E se sobrar um tempinho depois da refeição vá conversar, interagir com seus animais de estimação, dar uma voltinha ou fazer qualquer coisa longe de telas.
Algumas horas antes de dormir
 
Uma ou duas horas antes de dormir, que tal se afastar do celular e de toda a urgência que ele traz e que nos deixa ansiosos. Se algo muito urgente acontecer, alguém certamente vai ligar para você, então não tem necessidade de ficar rodeando o telefone como se algo fosse acontecer. Depois de um dia todo verificando as redes sociais, respondendo mensagens e assistindo a séries e vídeos, desligue um pouco, encontre uma atividade que você ama fazer e permaneça focado nela.
 
 
E algumas horas depois de acordar
 
E o mesmo serve para os primeiros momentos depois de acordar. Em vez de colocar os olhos no celular e nas notificações dele assim que levantar da cama, que tal se levantar sem pressa, tomar um banho, um café, escovar os dentes, relaxar consigo mesmo e curtir sua própria presença e só então “entrar” no mundo virtual? Se fizer isso, você certamente vai aproveitar muito mais os momentos consigo mesmo.
 
 
Aleksandr Davydov / 123RF
 
 
É realmente necessário?
 
Sempre que pensar em sacar o celular, pense: o que vou fazer é realmente necessário ou só estou fazendo porque o celular está aqui e estou tão acostumado a usá-lo que vou fazer isso agora? Como qualquer vício ou atividade compulsiva, muitas vezes basta um pensamento como esse para evitar o uso excessivo. É como quando pensamos em comer alguma coisa, mas aí refletimos antes: estou com fome mesmo ou apenas querendo comer por pura gula? Quando percebemos que não estamos com fome, deixamos a refeição para depois. Então se você precisa mesmo responder uma mensagem ou está no tempo que separou para fazer suas atualizações digitais, vá em frente, mas, se você pode fazer uma coisa mais útil com o seu tempo, faça-a e deixe o celular para depois.
 
Independentemente de qual seja o motivo do seu detox digital, é sempre bom deixar o celular de lado e viver um pouco a vida real. Se nenhuma dessas dicas funcionar ou se você perceber que está realmente usando suas redes sociais e o seu celular de maneira excessiva, que tal tomar uma medida extrema e desativar as redes sociais por um tempo ou fazer determinadas atividades sem o celular por perto?
 
Lembre-se também de ter paciência consigo mesmo: tal qual um vício em uma substância, é difícil deixar o celular de lado se você está tão acostumado a tê-lo em suas mãos o tempo todo, então reduzir o uso pouco a pouco pode ser uma boa ideia. Enfim, reduzir o uso de internet e de redes sociais em momentos nos quais isso não é necessário melhora sua qualidade de vida, dá mais tempo para que você faça o que ama e para que curta a sua própria presença!
 
Eu Sem Fronteiras
 




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