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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

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Dezembro 04, 2020

chamavioleta

O uso medicinal da maconha* na cura contra o Covid-19

Eu Sem Fronteiras

3 de dezembro de 2020

 

 
* NR: Liamba, marijuana, etc.
 
 
 
Não é recente a conversa em torno do uso medicinal da maconha. Essa prática, já legalizada em muitos lugares do mundo, como Canadá, Chile, Países Baixos e Uruguai, é útil para o tratamento de uma miríade de condições. Essa erva tem sido empregada na recuperação de pacientes de câncer e até em veteranos de guerra que lidam com síndrome do estresse pós-traumático.
 
As propriedades da Cannabis sativa têm a capacidade de aumentar o apetite, aliviar dor, relaxar músculos e controlar a ansiedade e enjoo, por isso acaba sendo eficaz não apenas como cura de doenças, mas também como auxiliar em outros tratamentos, principalmente aqueles que resultam em perda de peso ou náusea. Por ser tão versátil, é natural que cientistas e médicos tenham se engajado para investigar se essa erva pode fazer parte da solução de uma das maiores crises de saúde dos últimos tempos: a atual pandemia de Covid-19.
 
Cientistas do mundo inteiro estão focados no desenvolvimento de vacinas e na análise do comportamento do vírus e suas possíveis sequelas no corpo humano, mesmo após a recuperação. Essa doença, ainda muito misteriosa para grande parte da população, continua a devastar vidas e sua permanência agrava a atual e drástica crise econômica. Devido à gravidade da situação, é de se esperar que estudos e a população em geral contemplem todas as alternativas para lidar com o vírus. Quem sabe a maconha?
 
É isso mesmo, uma das alternativas estudadas é o uso medicinal da maconha no tratamento de infectados pela Covid-19. É um método controverso, naturalmente, tendo em vista que Cannabis sativa é ainda ilegal em muitas partes do mundo, entretanto é importante desmistificar análises de seu uso medicinal, tendo em vista que, semelhante a qualquer produto farmacêutico, essa droga apresenta a possibilidade de auxiliar o tratamento de diversas doenças. Por isso, um estudo cuidadoso de seus efeitos positivos e colaterais é bem-vindo, ainda mais quando se trata de uma doença ainda sem cura e sem vacina.
 
De acordo com cientistas da Universidade de Lethbridge, no Canadá, o canabidiol (substância química encontrada na maconha, também conhecido como CBD) teria o potencial de afetar o contato do vírus SARS-CoV-2 com a enzima ECA-2, que, por sua vez, o colocaria em contato com as células do organismo humano, agindo como receptora para que o vírus se instalasse. Se essa ligação fosse repelida, teoricamente o vírus não se hospedaria nas células.
 
Liderado pelo Dr. Igor Kovalchuk (PhD/MD), professor de biologia e especialista em biologia molecular, genética, plantas e animais, esse estudo, intitulado “In Search of Preventative Strategies: Novel Anti-Inflammatory High-CBD Cannabis sativa Extracts Modulate ACE2 Expression in COVID-19 Gateway Tissues” foi publicado em abril de 2020 no site Preprints, dedicado à divulgação de pesquisas em estágios iniciais. Kovalchuk é CEO da Pathway RX, uma empresa dedicada à pesquisa de cannabis medicinal.
 
Julia Teichmann / Pixabay
 
 
Uma pesquisa similar, na Augusta University, no estado americano da Geórgia, aponta para o potencial do canabidiol não para curar ou repelir o vírus em si, mas para minimizar e tratar seus sintomas. Por ter propriedades anti-inflamatórias, o canabidiol poderia agir no tratamento de inflamações pulmonares, resultantes da Covid-19.
 
Publicado online em setembro de 2020, pelo Mary Ann Liebert, Inc., o artigo desse estudo, chamado “Cannabidiol Modulates Cytokine Storm in Acute Respiratory Distress Syndrome Induced by Simulated Viral Infection Using Synthetic RNA”, é produzido por cientistas coordenados pelo professor Babak Baban, do Departamento de Biologia Oral e Ciências Diagnósticas da Universidade.
 
Outras instituições também têm se dedicado a desvendar as potencialidades do canabidiol no tratamento contra a Covid-19. Essas pesquisas, ainda em curso, acontecem ao redor do mundo, porém essas duas citadas são as mais evoluídas e divulgadas, com seus artigos já disponíveis para leitura, embora estejam sujeitos a atualizações.
 
Os estudos, todavia, ainda são inconclusivos e quaisquer teorias em relação à eficácia da maconha no tratamento contra a Covid-19 são ainda meramente especulativas, assim como os testes de vacinas que bombam nas notícias por aí. O que é advertido por médicos é que o cigarro de maconha definitivamente não é uma alternativa viável, já que sua concentração de canabidiol é muito baixa. É importante frisar, também, que a automedicação é arriscada e não recomendada por médicos.
 
 
M. Maggs / Pixabay
 
 
Enquanto não há uma vacina e a pandemia ainda está em curso, resta à população seguir as medidas de segurança para prevenir contágio. Cientistas e médicos, que estão dedicados a encontrar formas de combater essa doença, estão, como de costume, cogitando os caminhos mais eficazes e seguros. Os testes envolvendo a maconha e suas propriedades são prova de que, embora polêmica, essa erva ainda não foi descartada nas pesquisas científicas que buscam erradicar ou minimizar os efeitos de muitas enfermidades, incluindo a Covid-19.
 
Isso indica que pesquisas sobre o uso medicinal da Cannabis sativa podem levar a grandes descobertas, porém, ao mesmo tempo, há a possibilidade de essas serem impossibilitadas, por conta de legislações que criminalizam a maconha. É do interesse da população em geral refletir sobre o estigma que rodeia esse assunto.
 
Todos os farmacêuticos encontrados em drogarias apresentam vantagens e riscos, por que seria diferente com a maconha nesse contexto? Não é nem sobre seu uso recreacional, mas sobre a possibilidade de usar a maconha para o bem da saúde. Talvez seja a hora de autoridades do campo político e científico ponderarem sobre prioridades, o que pode servir de exemplo para uma sociedade que precisa encarar esse assunto com menos preconceito e mais responsabilidade.
 
Eu Sem Fronteiras
 




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