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A Chama Violeta

Sítio dedicado à filosofia humana, ao estudo e conhecimento da verdade, assim como à investigação. ~A Luz está a revelar a Verdade, e a verdade libertar-nos-á! ~A Chama Violeta da Transmutação

A Chama Violeta

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Dezembro 27, 2020

chamavioleta

Natal 2020!

Por Talita Rebello.

a 15 de dezembro de 2020. 

 
 
 

Acordei com algumas mensagens de Natal, votos de renascimento, de tempos melhores.

Mas eu só conseguia pensar no quanto Jesus foi um revolucionário. Um homem de carne e osso que caminhou mostrando às pessoas que, sim, podemos ser melhores. Mostrando que não existe nada que nos marque definitivamente: sempre podemos escolher uma nova estrada. Mostrando que algumas coisas não deixam de ser erradas, só porque todo mundo está fazendo – trazendo a responsabilidade pela transformação individual, por novos olhares para a as mesmas coisas.

Nem sei dizer o quanto eu gostaria de ter ouvido tudo isso direto daquela boca sorridente, enquanto caminhava ao seu lado, compartilhando sóis e luas, chuvas, fogueiras, alimentos, quiçá danças. Sim, eu o vejo dançando e sorrindo.

Hoje o dia caminha a passos lentos, mostrando como os meus pensamentos podem se conectar com o coração. Passo o dia em estado de graça.

Enquanto preparo os alimentos, enquanto coloco o melhor de mim em tudo o que toco, não deixo de pensar: como transcender onde estou, para chegar onde quero ir? Mais: como aplicar na vida todo o conhecimento que acumulei, se grande parte do mundo apenas espera que eu seja manobrável? Como manifestar a minha perfeita expressão própria?

Essas são, para mim, as perguntas de Natal que se transformam em votos:

“Que a lembrança do nascimento de Jesus nos traga a certeza de que a vida demanda evolução, de que cabe a cada um de nós a transformação do que recebemos em algo melhor e mais refinado, de que podemos escolher dar passagem ao amor e caminhar pela vida como bênçãos.”

Que eu siga modificando todas as minhas certezas e que eu seja capaz de me portar como uma revolucionária na minha própria vida. Que eu tenha a disposição necessária para sair dessa vida melhor do que eu cheguei, para depurar as informações que fazem parte do meu corpo e da minha psique, para aliviar as amarras dos condicionamentos e chegar cada vez mais perto da liberdade.

Foi isso que aprendi com Jesus: a dar voz à minha própria expressão e dançar pela vida de um jeito que só eu sei. Esse é o meu maior serviço.

Amar.

Sorrir.

Revolucionar.



 

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Dezembro 16, 2020

chamavioleta

Estrada de tijolos amarelos

Por Talita Rebello.

a 15 de dezembro de 2020. 

 
 
 

 

A curiosidade sempre foi minha companheira.

Sempre questionei, sempre fui sedenta por novos horizontes, novas possibilidades, novas habilidades.

Caminho sobre a Terra como se em busca de algo valioso a acrescentar para o espírito infinito que escolheu essa experiência como Talita.

Estou sempre à busca de tesouros e é esse o movimento que perfuma o que eu tenho de mais puro.

Antigamente, quem me via pela primeira vez tinha a impressão de estar conhecendo uma criança, um ser exposto, espontâneo e amoroso.

Às vezes eu sinto falta de mim.

O que eu ganho em discernimento, perco em espontaneidade.

O que eu ganho em conhecimento, perco em inocência.

Onde está a beleza, se não na verdade? Onde está a riqueza, se não no fruto das experiências, na sua mais profunda compreensão?

Não importa a direção que eu escolha, a estrada de tijolos amarelos sempre me leva às profundezas do meu ser, onde me ensina a amar profundamente as sombras.

Não é sobre o que a luz ilumina, é sobre o que ela esconde.

Não é sobre o que uma pessoa demonstra ser, é sobre o que ela se envergonha.

Não é sobre o que uma situação parece ser, é sobre o que, em mim, dá sustentação a ela.

É como viver olhando uma caixa de joias, mas fascinada pelo formato da sua sombra.

Nada mais se esconde de você, nem por medo, nem por vergonha, nem por incompreensão.

Então, um amor que você desconhecia toma conta de você e dá sentido à sua vida, ensinando que tudo em você é digno de amor.



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Setembro 29, 2020

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Eu, lírio

Por Talita Rebello.

a 28 de setembro de 2020. 

 
 

 
 

Há dois anos venho regando um lírio que nunca floresceu.

Lembro-me do dia em que o ganhei de presente.

Lembro-me do pequeno bulbo nas mãos da Carmen, envolto em um tule branco.

Plantei-o imediatamente.

Rapidamente brotou, surgiram lindas e longas folhas, que mais pareciam cachos.

Enfeitei o seu vaso, enriqueci a terra, mudei de posição.

Nada.

Por algum motivo, eu achava que ele estava ligado ao meu crescimento, que ele floresceria quando eu também florescesse. O que eu estava fazendo errado?

Até o dia em que tudo mudou e percebi que a única coisa errada era o meu ponto de vista.

Percebi: para mim, ele sempre foi um lírio, ainda que não estivesse suficientemente maduro (ou seguro) para desabrochar e oferecer flores. Sempre um lírio.

Talvez seja assim que o Criador me vê: puro potencial! Ele sabe quem sou e do que sou capaz.

Mesmo que, muitas vezes, eu seja apenas longos cachos que precisam de cuidados, em outros momentos sou a flor capaz de perfumar todos os ambientes.



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Setembro 29, 2020

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Eu, babosa

Por Talita Rebello.

a 19 de setembro de 2020. 

 
 

 
 


Eu tenho uma babosa especial.

Folhas largas, longas, carnudas. Um verde difícil de descrever.

Pura potência.

Ela ficou grande demais para o vaso em que estava e, depois de anos, decidi transferí-la a um vaso maior e deixá-la ao sol (ouvi dizer que as babosas adoram).

Suas raízes estavam crescendo em círculos, emaranhando-se em torno dos limites do vaso.

Coloquei-a em um vaso maior, no qual pudesse esticar suas raízes. Deixei-a do lado de fora da casa, para que pudesse sentir o sol, a chuva, os ventos. Para que pudesse conhecer os pássaros e as borboletas.

O resultado não foi o esperado.

Ela não reagiu com vivacidade.

Seu verde tornou-de lilás e suas folhas, sempre tão firmes, murcharam ao sol. Vi-me ali.

Quantas vezes a vida, por amor à evolução, moveu meu chão e eu pensei: jamais voltarei a ser a mesma (de fato, nunca mais fui).

Em vez de sentir o prazer da liberdade e a curiosidade pelo novo, senti-me sozinha e insegura.

O amor que me sustentou, sustenta, agora, a babosa.

A babosa de um lilás indescritível.


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Setembro 18, 2020

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Profundamente

Por Talita Rebello.

a 14 de setembro de 2020. 

 
 

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Tempos difíceis nos permitem explorar as nossas fraquezas.

Quando não há distrações, quando não há para onde fugir, encarar as verdades por trás das aparências é obrigatório.

Podemos passar a vida observando as nossas águas rasas, falando sobre a linda paisagem espelhada em sua superfície, sobre os visitantes que nela se divertem no verão. Podemos falar sobre os invernos solitários, sobre as noites de tempestade, sobre o vento que sopra do norte, cobre a superfície de entulhos e turva a nossa visão.

Mas, um dia, inevitavelmente, teremos que mergulhar. Lá no fundo, onde não vemos reflexos externos, onde o vento, o inverno e verão não chegam, onde a única paisagem existente é a força que sustenta o nosso caminhar.

São águas escuras.

Descemos tateando os pilares que sustentam cada uma das nossas crenças e, veremos, não chegam ao fundo. Estão à deriva, enredados, apenas, nos nossos pensamentos.

O que guia o nosso caminho até o fundo são pilares mais simples e mais robustos, que jamais havíamos visto da superfície. Estavam eclipsados pela paisagem, pela euforia dos verões, pela solidão do inverno.

Sua estrutura imponente parte da nossa essência e, raramente, atravessa a superfície.

O que sabemos de nós mesmos, se nos confundimos com a paisagem, com os reflexos, com as mudanças exteriores?

O que compreendemos da vida, se construímos a nossa história sobre pilares desconectados da nossa verdade interior, que se movem e nos movem conforme o desígnio de forças exteriores?

O que é transitório, o que é eterno?

O que podemos extrair dessa experiência e fará parte de nós pela eternidade?

O que é capaz de nos libertar e o que apenas vai nos aprisionar?

Confesso, na turbulência da superfície, muitas vezes eu me sinto prisioneira. Prisioneira do passado, prisioneira do futuro.

Apenas a profundidade me liberta.

 
 
Talita Rebello




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Agosto 01, 2020

chamavioleta

O Dia Fora do Tempo

Por Talita Rebello.

a 25 de Julho de 2020. 

 
 
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Minutos antes do nascer do sol do dia 26 de julho, Sirius retorna aos céus em todo o seu esplendor, abrindo o Portal de Leão e trazendo o ano novo para os Maias e para os Egípcios.
 
O dia que antecede o ano novo é chamado de Dia Fora do Tempo.
 
Tem esse nome porque não pertence ao passado, nem ao futuro: é um hiato no tempo.
 
Completamente fora da linearidade, um dia cheio de significado para os povos que estavam atentos aos céus, contavam as luas e eram guiados pelas estrelas.
 
No Dia Fora do Tempo, todos os potenciais e possibilidades dançam em torno de nós, exibindo-se e flertando com as nossas habilidades.
 
 
Talita Rebello




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Junho 10, 2020

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Minha primeira Maria

Por Talita Rebello.

a 2 de Junho de 2020. 

 
 
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A minha Vó, minha primeira Maria, nasceu em 1920.
 
Até casar - aos 16 anos - estudou em um colégio interno que ficava a quase 300 km da cidade em que moravam os pais. Duas vezes por ano o seu pai organizava uma comitiva para busca-la e leva-la para a escola. Iam a cavalo, entre cobras e jaguatiricas. Dormiam em pousos distribuídos ao longo do caminho, atravessavam rios, tomavam chuva (abençoada memória, aos quase 90 anos ela ainda lembrava de tudo: Rio Guaricanga, a Estalagem São Pedro).
 
Com as freiras aprendeu a falar francês, a bordar e a tocar violino.
 
Foi levada ao altar por um príncipe encantado, o grande amor da vida dela. Esse homem, com muito humor e muita delicadeza, terminou de criar essa adolescente que, nove meses depois, dava a luz à sua primeira filha. Ou seria mais uma de suas bonecas?
 
Era tão linda, olhos tão azuis, tão pequena. Luiza. Não, Luizinha - e assim é em sua certidão de nascimento.
 
Ficou viúva muito cedo, com quarenta e seis anos e doze filhos, dois epiléticos.
 
Mudou-se para a cidade grande, na esperança de oferecer às filhas mais novas horizontes mais abertos, mais oportunidades e, secretamente, para possibilitar que encontrassem pretendentes sem vínculos de parentesco (pois acreditava que a existência de vínculo sanguíneo tinha sido a responsável pela epilepsia desenvolvida por dois dos seus filhos).
 
A mesa, antes farta, passou à falta. Todas elas houveram que ir à luta - e cada uma construiu a vida à sua maneira.
 
Não demorou para se tornar a mãe de outra dezena de filhos - que chamamos de agregados.
 
Ela benzia, aquecia, alimentava. Ela costurava presentes que sabia serem verdadeiros amuletos - até hoje guardados por todos nós como tesouros, como partes daquela guerreira que se vestia de velhinha.
 
Não raro a rotina era traduzida em lindas poesias. Escrevia à mão - outra parte dos nossos tesouros.
 
Tanto ela dava, que mais e mais recebia. Experimentou todos os tipos de amor. Enterrou filhos e genros. Batizou mais de vinte netos, mais de trinta bisnetos, outros tantos agregados.
 
Com sabedoria de abuela, conhecia as chuvas, os ventos, as plantas. Conhecia as pessoas.
 
Ela era a generosidade em forma de gente. Ela era a mão estendida. Ela era a disponibilidade. Ela olhava, acariciava e amava sem pressa.
 
Eu também não tinha pressa, pois a via andar cada vez mais devagar, mais curvada, mais frágil. Ainda havia tanto a aprender, tanto a absorver, tanto a trocar.
 
Ela me chamava de Talentosa.
 
Eu estava cozinhando com a Maria Júlia no colo, grávida de quatro meses do Felipe. Cansada após duas noites no Hospital com o Fabiano, que se recuperava de uma cirurgia doloridíssima na coluna.
 
Ouvi gritos desesperados e muita correria. Corri também. Não lembro como, mas eu e o meu barrigão estávamos em cima dela. Eu não conhecia nada de primeiros socorros, mas respiração boca-a-boca sempre funcionava nos filmes. Não pensei duas vezes. Durante quase dez minutos respiramos juntas.
 
Foi a última vez que a vi.
 
Os quarenta dias que se seguiram foram de profundo arrependimento. Ela poderia ter morrido em casa, nos braços das suas filhas, mas estava sozinha em uma UTI. E se eu não tivesse insistido?
 
Até que um dia ela teve uma súbita melhora e, ao telefone, disse: Talitinha, eu te amo. E eu me senti profundamente perdoada.
 
Foi a última vez que nos falamos.
 
A minha brava âncora de luz se foi e, desta vez, quem se curvou fui eu.
 
Reconheci, naquela hora, muito dela em mim: o amor pelos cavalos, a paixão pela terra, o gosto pelas plantas, o dom da escrita, o prazer da casa cheia.
 
Ela me deixou com os seus maiores tesouros, confiando-me os próximos passos.
 
Mulher forte. Mulher doce. Mulher de fé.
 
Maria.
 
Talita Rebello




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Junho 09, 2020

chamavioleta

Aos homens da minha vida

Por Talita Rebello.

a 2 de Junho de 2020. 

 
 
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Aos homens da minha vida:

Carl Jung escreveu:

"A imagem do pai possui um poder extraordinário. Ela influencia a vida psíquica da criança de maneira tão forte que convém perguntar se podemos atribuir tal força mágica a um simples ser humano. Obviamente ele a possui, mas a questão é se ela realmente é sua propriedade. O homem “possui” muitas coisas que ele nunca adquiriu, mas herdou dos antepassados. Não nasceu tabula rasa, apenas nasceu inconsciente. Traz consigo sistemas organizados e que estão prontos a funcionar numa forma especificamente humana; e isto ele deve a milhões de anos de desenvolvimento humano."


Segundo ele, na mente (e nas células, na carga genética) de uma criança, coexistem o arquétipo de pai e a imagem do pai real.

Essas imagens vão se sobrepondo ao longo da vida (especialmente da infância). Ora o pai real ganha a batalha, ora perde.

Nós permanecemos a vida toda atados aos "acertos" e às "falhas" do pai real, que muitas vezes ficou longe do ideal. O relacionamento pai-filho acaba sendo tratado pela criança que mora dentro de nós.

Depois de algumas sessões de terapia, constelações familiares, apometria, radiestesia, reiki, kinesiologia, etc., eu comecei a enxergar o meu pai como um homem, como um ser humano, como uma pessoa que luta suas próprias batalhas, que, como qualquer um de nós, gostaria de ter o melhor dos mundos.

Aprendi que, tal como eu, ele não é infalível e que, em alguns momentos, apesar de ter ficado aquém do arquétipo de pai, ele fez tudo o que podia, com as ferramentas que tinha.

Eu tive muito colo (e muitos colos). Houve um, em especial, que valeu por toda a minha infância. Quando levaram a minha gatinha embora, a Guiga, ele me deu o colo mais acolhedor do mundo. Ele me abraçou com o corpo todo. Estávamos na oficina, lembro do cheiro de ferro de solda, da cadeira de rodinhas que girava em torno de si, dos beijos na testa.

Tem também o mar. Ele me ensinou a ser amiga do mar e a respeitar esse relacionamento. Eu me sentia muito segura e muito amada quando estava no mar e o via parado em pé na beira da praia me olhando. Ele não era daqueles que costumava controlar os filhos por meio do medo, ele observava e deixava eu encontrar o limite (o que me valeu vários sustos). Até hoje o cheiro de Sundown me faz voltar aos 10 anos e eu vou à praia com ânimo de menina.

Os cafés da manhã eram sensacionais. Eu acordava e sentia o cheiro de café pronto (até hoje esse cheiro me acolhe e me aquece), sabia que ele estava lá. A mesa arrumada, cada um com o seu yakult a postos, uma cápsula de alho e uma de levedura de cerveja. Às vezes um caruncho de amendoim no café pretinho e um pedaço de alga (ele "criava" os dois).

Eu passava trote para os amigos dele. Lembro até hoje dos absurdos que eu falei pro Granvil ao telefone: carro cor de gelo, pizza de milho pra um cavalo.. ele chorava de rir e eu me sentia capaz de fazê-lo feliz também.

Eu achava que seria pra sempre.

Achava que ele desmontaria as televisões e rádios com os meus filhos. Que os faria comer algas e carunchos. Que os ensinaria a arte do trote. Que buscaria eles na escola ouvindo Elton John ou músicas gaúchas.

Mas ele teve que dispensar esses cuidados às próprias filhas, minhas irmãzinhas menores. Também passou a fazer cafés deliciosos em outra casa, com a sua nova esposa.

Porque ele foi, houve mais espaço para a minha mãe. Só então eu passei a conhecê-la. Só então eu passei a conhecê-lo.

Então eu o aceitei.

Então eu encontrei inúmeros motivos para ser grata.

Pai, obrigada pelo colo aquele dia. Foi inesquecível.

Obrigada por ter me ensinado a tentar, em vez de ficar paralisada pelo medo.
Obrigada por ter me ensinado o prazer de ler, de pesquisar, de aprender.
Obrigada por ter me mostrado a lua e as estrelas (às vezes a casa dos vizinhos... rsrsrs).
Obrigada por, de alguma forma, ter me ensinado a perseguir a felicidade - apesar de eu ter demorado para entender como.
Ainda que não do melhor jeito melhor, obrigada por ter me ensinado que convenções sociais não são amarras, que (fora a morte) na vida não há uma única certeza, que a única coisa que podemos e devemos salvar são os relacionamentos.

Fabiano, obrigada por dividir comigo tão igualmente a tarefa que nos foi dada. É uma bênção para os filhos quando a compreens
ão e os objetivos dos pais são congruentes. Lembre-se sempre que um colo e um beijo podem significar mais do que você imagina.
 
 
Talita Rebello


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Maio 23, 2020

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Para voar.

Por Talita Rebello.

a 23 de maio de 2020. 

 
 
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Em uma propaganda, ouvi: 
Nosso foco era o espaço, queríamos conquistá-lo, mas, quanto mais alto subíamos, mais bonita era a visão da Terra. Era o que havia de mais bonito para se ver lá de cima. De qualquer ângulo, a qualquer momento. Os mares, as nuvens, os continentes se iluminando com o cair da noite. 

Qualquer que seja a busca exterior, em algum momento, ela vai nos direcionar ao interior. 

Podemos adquirir todo tipo de conhecimento, mas, quando o calo aperta, não é a mente, mas o corpo emocional que toma a dianteira. 

O corpo que ficou sufocado. 

O corpo que abriga a criança que não foi capaz de compreender as experiências pela qual passou. 

O corpo que oculta o medo da rejeição, o medo do abandono, o medo da deslealdade. 

O corpo que abriga uma parte tão grande de nós, a ponto de parecer que não nos conhecemos quando observamos as nossas reações em situações de grande estresse. 

Acredite, ele é completamente capaz de eclipsar a racionalidade.  

Assim como a Terra, somos internamente ricos e podemos passar uma vida inteira descobrindo a nós mesmos. 

Não falo, apenas, em dar vazão ao que ficou registrado no inconsciente. 

Falo em descobrir potencialidades, as muitas formas por meio das quais podemos nos expressar no mundo. 

Falo em, de fato, colocar em prática tudo o que lemos e aprendemos. A cada pequena escolha. 

Falo em sermos os senhores do hoje, em vez de sermos as vítimas de um passado, de uma pessoa ou de um fato. 

Podemos e devemos reconhecer as nossas fraquezas, os nossos erros, os nossos excessos. Mas não podemos caminhar temendo os resultados das escolhas que, hoje, nos parecem equivocadas. 

Se ontem eu exagerei e comi demais, fazer o que? Essas calorias já estão dentro de mim. 

Posso me exercitar. Posso escolher alimentos mais leves e naturais. Posso, até mesmo, gravar esse sentimento como um alerta para não mais repetir. 

Mas de nada me serve ficar inerte, arrependida e culpada pelo que já está feito. 

São as ações posteriores que vão dizer se esse equívoco permanecerá acumulado no meu corpo, ou se ele será dissolvido por escolhas melhores e mais conscientes. 

Plantar o que deseja colher. Hoje. 

Que a culpa e o arrependimento (sentimentos que, sim, existem) nos sirvam de freio enquanto forem necessários. Enquanto não formos capazes de reconstruir nossos hábitos (e o nosso conhecimento for apenas mental, não estiver gravado nas nossas células). 

Um lembrete, não um cimento com o qual pavimentamos o caminho a seguir. Chegará um dia em que deixarão de existir, em que simplesmente cairão no esquecimento por não serem mais necessários. 

Em breve, nosso futuro estará permeado por colheitas seguras. 

Podemos, sim, contar conosco e é seguro estar nesse corpo. 

Então, sairemos da nossa própria órbita e rumaremos ao espaço exterior, apenas para nos olharmos de fora, para admirarmos as nossas próprias construções, para tentarmos compreender um panorama mais expandido das situações que se apresentam. 

Jamais em fuga. 

Jamais distraídos. 

Apenas determinados a ser livres. 
 
 
Talita Rebello


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Maio 20, 2020

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Um sonho. Uma chance.

Por Talita Rebello.

a 16 de maio de 2020. 

 
 
.
 
 
 

 
 

Eu estava em pé naquela colina... e era a única.  
 
Lembro que eu vestia uma espécie de armadura, segurava uma espada e estava em posição de defesa 
 
Cansada, mas disposta a lutar.  
 
Não havia mais ninguém lá. Apenas corpos caídos por todos os lados. 
 
Um olhar mais demorado mostrou-me que aqueles corpos deitados eram todos meus.  
Cada um deles. 
 
À esquerda havia um portão. Ele não era físico e não tocava o chão, mas eu o via com clareza 
 
Aquele era o cemitério de mim.  
 
O que eu fazia lá? Por que eu velava meus próprios cadáveres? Qual era a história que eu tentava defender? 
 
Recebi um forte impulso forte para sair de lá, mas algo me conteve: como vou deixar meus corpos aqui 
 
Começou um burburinho. 
 
Eu ouvia a minha própria voz vindo de todos os lados:  
 
por favor, vá! 
você é a única que ainda pode seguir, faça isso por nós! 
viva e viva por todas nós! 
 
Cada frase criava uma onda de impacto capaz de mover o meu corpo. Em determinado ponto, cheia de estímulo, de força e de vida, com passos acelerados, eu passei pelo portão. 
 
Ficaram para trás as histórias de dor, os vínculos criados na inconsciência. 
 
Ficaram para trás as vítimas que não faziam mais do que manter acorrentados os seus malfeitores. 
 
Ficaram para trás as agressoras embrutecidas pelo arrependimento. 
 
Ficaram para trás os círculos viciosos, os extremos que demandavam alternância. 
 
Muito mais que leveza, o sentimento era de puro vazio. 
 
Eu liberto todos os seres que já conviveram comigo do meu anseio por justiça. 
 
Eu me liberto do medo de recompor as minhas falhas com o sofrimento. 
 
Eu liberto o agressor. 
 
Eu liberto a vítima. 
 
 
Talita Rebello


Agradecimentos a:  
 

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